Divulgamos aqui a revista Camões, um excelente recurso que o Instituto Camões disponibiliza para download. Podes aceder a esta revista aqui.
terça-feira, 22 de março de 2011
terça-feira, 15 de março de 2011
Contemporânea de Camões
Ouçam este magnífico testemunho de uma das numerosas namoradas de Luís Vaz de Camões.
Recorremos à ferramenta web "Voki", é muito divertido, experimentem!
Leiam o soneto que Camões, com certeza, dedicou a uma das suas musas inspiradoras:
Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio;
O mundo todo abarco e nada aperto.
É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.
Estando em terra, chego ao Céu voando;
Nua hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar ua hora.
Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.
Quem foi Camões?
Querem saber o que pensam novos e velhos sobre o poeta mais consagrado da literatura portuguesa? Então, vejam este vídeo e divirtam-se!
[via youtube]
[via youtube]
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Luís Vaz de Camões
Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa a 1524 de uma família da pequena nobreza, filho de Simão Vaz de Camões, e morreu a 10 de Junho de 1580.
Encontra-se sepultado em Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, onde estão sepultadas outras figuras ilustres de Portugal, tal como Fernando Pessoa, Vasco da Gama e Alexandre Herculano.
Encontra-se sepultado em Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, onde estão sepultadas outras figuras ilustres de Portugal, tal como Fernando Pessoa, Vasco da Gama e Alexandre Herculano.
Foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.
Sobre a sua infância tudo é uma hipótese, de 1531 a 1541,terá ido estudar para Coimbra, onde foi despertado para as ideais do Humanismo. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Em 1545, devido a uma relação amorosa com Dona Catarina de Ataíde, teve que abandonar a corte de D. João III. Parte para Ceuta(África) e, em combate, perde o olho direito. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente.
Sobre a sua infância tudo é uma hipótese, de 1531 a 1541,terá ido estudar para Coimbra, onde foi despertado para as ideais do Humanismo. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada. Em 1545, devido a uma relação amorosa com Dona Catarina de Ataíde, teve que abandonar a corte de D. João III. Parte para Ceuta(África) e, em combate, perde o olho direito. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente.
Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas em 1572 e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que a sua obra recebia, mas pouco depois de falecer a sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. O tema do Amor está presente em toda a poesia camoniana e assume-se como o princípio fundamental da existência; o Amor é uma aspiração a um objecto inatingível.
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