terça-feira, 26 de abril de 2011

As Vozes que dizem e cantam Camões

    
     Sugerimos que ouçam as palavras de Camões neste magnífico site onde podemos encontrar os mais variados poemas da literatura nacional de diferentes épocas.


Clica na imagem e acede à página




     A fabulosa fadista Ana Moura também quis proclamar as palavras do Poeta Nacional, cantando o soneto "Pois meus olhos não cansam de chorar". Aqui está o vídeo:





     Ouve agora o soneto "Amor é fogo que arde sem se ver" na voz da banda Pólo Norte e acompanha a letra:




Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                            Luís de Camões

terça-feira, 22 de março de 2011

Prémio Camões de parabéns

    

     A comunidade lusófona celebrou em Fevereiro os 23 anos do Prémio Camões. Este prémio reconhece importantes escritores de Língua Portuguesa, tendo o primeiro galardoado sido Miguel Torga, em 1988, e o último, em 2010, o poeta e dramaturgo brasileiro Ferreira Gullar.




Veja notícia completa em O País online.


Camões - Revista de Letras e Culturas Lusófonas


     Divulgamos aqui a revista Camões, um excelente recurso que o Instituto Camões disponibiliza para download. Podes aceder a esta revista aqui.




terça-feira, 15 de março de 2011

Contemporânea de Camões

     Ouçam este magnífico testemunho de uma das numerosas namoradas de Luís Vaz de Camões.


       Recorremos à ferramenta web "Voki", é muito divertido, experimentem!




Leiam o soneto que Camões, com certeza, dedicou a uma das suas musas inspiradoras:


Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio;
O mundo todo abarco e nada aperto.

É tudo quanto sinto um desconcerto;
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio,
Agora desvario, agora acerto.

Estando em terra, chego ao Céu voando;
Nua hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar ua hora.

Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.


Quem foi Camões?

       Querem saber o que pensam novos e velhos sobre o poeta mais consagrado da literatura portuguesa? Então, vejam este vídeo e divirtam-se!



[via youtube]

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões nasceu em Lisboa a 1524 de uma família da pequena nobreza, filho de Simão Vaz de Camões,  e morreu a 10 de Junho de 1580.
Encontra-se sepultado em Belém, no Mosteiro dos Jerónimos, onde estão sepultada
s outras figuras ilustres de Portugal, tal como Fernando Pessoa, Vasco da Gama e Alexandre Herculano.


 Foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente.
Sobre a sua infância tudo é uma hipótese, de 1531 a 1541,terá ido estudar para Coimbra, onde foi despertado para as ideais do Humanismo. Pode ter estudado na
Universidade de Coimbra, mas a sua passagem pela escola não é documentada
. Em 1545, devido a uma relação amorosa com Dona Catarina de Ataíde, teve que abandonar a corte de D. João III. Parte para Ceuta(África) e, em combate, perde o olho direito. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente.

Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a
epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas em 1572
e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa, mas nos seus anos finais parece ter enfrentado dificuldades para se manter. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que a sua obra recebia, mas pouco depois de falecer a sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. O tema do Amor está presente em toda a poesia camoniana e assume-se como o princípio fundamental da existência; o Amor é uma aspiração a um objecto inatingível.